Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Janeiro 13 2011

 

 

NÃO DESISTAS DE SER FELIZ

 

A vida tem um sabor incomensurável,
mesmo que alguns espinhos
nela se atravessem,
e nos deixem como uma partitura
de notas bem negras

 

É preciso lembrar sempre, que para ser feliz
não é ir por caminhos sem sobressaltos,
nem deixar de se passar por graves desilusões,
ou querer ter um arco Íris entre portas e ele,
teimosamente não entrar

 

Ser feliz, é ter esperança em batalhas
que por vezes parecem perdidas
É ter amor no perdão a dar a um irmão,
mesmo que nos deixe uma mágoa dorida
que nunca deixaremos marcar o coração

 

Não ser feliz são más pedras
que aparecem p´lo nosso caminho,
só demos de as separar e pôr de lado,
e talvez um dia com elas, ainda se construa
a casa da desilusão

 

Ser feliz, não é pensar que o dia, a dia
é só de vitórias, ou o luxo de se ter tudo
E que o mundo é nosso,
e gira só p’ra nós
Ou não ter doenças, e dissabores

 

Não desistir de ser feliz,
é o mais importante,
tão importante como a agua que bebemos,
ou a cultura que se devora em liberdade,
ou como o ar que se respira

 

Não desistas de ir ao encontro
da natureza, que é todo o nosso viver,
respeitá-la, amá-la e preservando-a
vivendo apaixonadamente com a paz,
isso é saber ser feliz, o resto...
O resto não é importante,
o resto são nadas

 

de: Fernando Ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 18:56
editado por appoetas em 25/01/2011 às 15:49

Dezembro 23 2010

 

O TAL PASSO


 

Algumas vezes, 
ao longo da nossa vida
andamos desesperadamente
procurando algo importante
Como o amor, uma amizade 
e até um emprego, ou algo mais
Mas não percebemos
que para os conquistarmos
precisamos de dar um passo,
e passar por diversos obstáculos
E para nossa surpresa.
felizmente alguns nem são difíceis

de ultrapassar


Tudo tem o seu tempo,
precisamos de insistir

paciência, e seriedade
Mas o mais importante,
é acreditarmos em nós próprios

 

Só temos de obedecer 
ao tempo e à natureza,
porque o tempo é o nosso
verdadeiro aliado e amigo
Escusamos de pensar que só
os outros é que conquistam 
o que nós desejamos
Temos deixar de julgar 
que os outros são melhores que nós.
nada serve andarmos para aqui 
a passar atestados de menoridade 
a nós próprios

 

Temos de ir à luta, 
para se conquistar o amor, 
amizade, e a confiança em nós,
e até o tal emprego
que tanto precisamos


Não há nada que se consiga
sem primeiro darmos aquele passo, 
que geralmente é o que nos falta
Depois, bem depois,
a vida se encarregará do resto,
só temos de agarrar 
a nossa oportunidade,
e dar o tal passo,

que por vezes é bem mais curto

do que parece

 

de: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 11:40
editado por appoetas em 24/12/2010 às 18:27

Dezembro 11 2010

 

O OUTRO NATAL


 

Junto à lareira, na companhia
Do crepitar das brasas arder
Vou olhando p’ra rua
Sinto o tempo frio, e vou pensando...
O que estará lá fora acontecer!

 

Meu cérebro, é um filão de imaginação
Mostra-me a verdade que ele alcança
E nesse espaço vejo por sua janela
P´ra minha desilusão

Que na paz, lá fora afinal

Nela ninguém descansa

 

Ao som de sinos, e de coros

Desperto p’ra nefasta realidade
Do carnaval endoidecido que nos cerca
E vejo vidas retalhadas como toros
De arvores queimadas pela maldade
Dizem que é natal, mas qual natal?

 

O faz de conta reina neste período
Parece que todos são felizes por igual
Esquecendo-se dum ano mau, e surdo
Não vêem nem querem ouvir
O grito da mulher
Do idoso, e da criança maltratada
Precisamente por aquele
Que p´lo natal nem parece aflito
Com o seu egoismo e crueldade
Em todo ano praticada

 

Da minha janela, contemplo os raios de sol
E o orvalho da vida, nas folhas a desaparecer
Caindo como goteiras num telhado dum farol
Que vai guiando a mentira e a hipocrisia
Com o que está acontecer

 

Mas é natal, é natal, é natal
Dirão os mais felizes
Mas qual natal, o do bem estar?
Perguntarão os outros
Que no resto do ano são infelizes
Esses, que vão fazendo

E desfazendo os pecados da vida

Apenas imploram ao menino Jesus
Um mundo p´ra eles melhor
E que os saiba amar

 

Este será um outro natal, muito mais real
O natal dos desprotegidos da sociedade
Onde mora a verdade espiritual
Repleta de amor e solidariedade

 

 

De: Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 16:16
editado por appoetas em 12/12/2010 às 19:30

Novembro 06 2010

 

MINHA INTUIÇÃO

 

Na minha intuição, procuro
momentos de magia e oiro cristalino
Neles encontrarei a donzela do meu futuro
no meio de tempestades em torvelinho

 

Se meu desejo, aos momentos chegar
Foi a intuição que lá o levou
Ele por ali nunca vai parar
Porque busca um céu que desejou

 

P’ra minha intuição cheia de amor
Depressa alguém vou encontrar
Que me irá amar sem dor
Na secreta emoção que irei versar

 

E poemas para ela assim farei
Com minha intuição que chora
P’lo amor que eu encontrarei
Na boa donzela que me adora

 

de: Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 20:01
editado por appoetas às 07:02

Novembro 06 2010


EU TE QUERO AGORA


Eu te quero agora
Sem preconceitos, sem dúvidas
E sem censuras

 

Eu te quero agora
Sem lembranças do passado
E sem poréns

 

Eu te quero agora
Sem incertezas do futuro
E sem cobardia

 

Eu te quero agora
Sem sentimentos feridos
de um passado menos feliz

 

Eu te quero agora
Sem receios inconscientes
De sonhos que podemos ter

 

Eu te quero agora 
Nua e sempre, sempre
junto de mim

 

de: fernando ramos

publicado por Fernando Ramos às 14:54
editado por appoetas às 06:55

Novembro 05 2010

DANÇANDO COM DEUS

 

No paraíso de Deus
chega um simples artista

de tangos muito famoso,
da terra de todos os pecados

 

Foi recebido no Olimpo
por Santos e Anjos celestiais.
Lá brandas palmas se ouviram
nas límpidas nuvens do bem

vindas de outros sábios artistas
como Piazzola, Shakespeare,
Van Gogh, Mozarte, e pasme-se!
Até Jorge Amado, Luís de Camões
e Amália Rodrigues, entre outros

 

Logo ali, foi decretado por todos
os Santos de Deus

que o famoso artista
iria ensinar os Anjos,

os Santos, e artistas sábios,

na sua maravilhosa arte,
de dançar o tango

 

Clarins e trombetas celestiais
se tocaram,
e um tango logo se ouviu
vindo uma bela e maravilhosa melodia
da lonjura das estrelas brilhantes

 

E todos os espíritos,
e Anjos aprenderam
a nobre arte do virtuoso dançante,

e então:
Dançaram, dançaram, dançaram

Ali, no infinito da pureza do Criador,
houve um baile de Deuses
dançantes nunca visto
nos céus do senhor

 

Os Anjos alegremente,
com todos os escolhidos pelos Santos
dançaram, dançaram, dançaram,
dançaram com o supremo,
até à eternidade sem fim

Onde os homens e mulheres de bem,
de paz e amor,
tem o seu lugar reservado junto de Deus,
que os acolhe na sua infinita bondade

P´ra que um dia seus espíritos,
regressem com o mesmo entusiasmo
que tiveram quando aprenderam
a mui bela e nobre arte,
do simples artista da dança

 

de: fernando ramos

publicado por Fernando Ramos às 21:52
editado por appoetas em 06/11/2010 às 06:37

Maio 26 2009

 FELICIDADE


Alguém sabe o que é a felicidade?

Penso que a felicidade é amor


Bem aventurados aqueles

Que sabem o que é a felicidade 

É o amor


Saber amar, é amar muito

É desejar, é ser desejado

É ter alguém que também o ame

Mas amar não é possuir

Ou ser possuído

Isso é sentir desejo

Profundo de querer


Amar é estar com quem se quer

Amar é saber que o outro

Sabe de nós, e que nos ama

Quando precisamos de ser amados


Amar é sentir a felicidade

E a felicidade é o amor


de: fernando ramos


publicado por Fernando Ramos às 18:44
editado por mariaivonevairinho em 29/08/2009 às 19:35

Maio 09 2009

 AMIGOS DE INFÂNCIA


Alguns anos se passaram

E os meninos da minha infância

Se foram perdendo no tempo

Porquê? 

Pergunta estranha...


Cumplicidades, tínhamos 

Porque alguns de nós não 

Conseguiam ser miúdos

Crescendo demasiado cedo


Sofríamos algumas misérias da vida

A solidariedade não se afirma

Pratica-se constantemente

E isso pouco acontecia

Sei de alguns, que não os encontro

Talvez devido

A contingências diversas,

Que facilmente adivinharei


Meninos pobres, 

Éramos quase todos

Mas vivíamos felizes 

Naquelas ruas e esquinas

Que eram como companheiras

Da inocência da nossa infância


Amigos dessa época

Se perderam nos anos

Onde estão eles?

Saudades eu tenho 

Dessas amizades

Mais, daqueles meninos

Que nunca o foram

Que, como eu em criança 

Sofrerem dos nadas 

Que a vida ofereceu


Amigos de infância, 

Pobres de nós

Nunca nos deixaram 

Ser meninos!


fernando ramos

 

 
publicado por Fernando Ramos às 20:46
editado por mariaivonevairinho em 29/08/2009 às 19:42

Abril 17 2009

 SAUDADE DE INVERNO


Fernando ramos

 

O inverno chegou, a chuva
miudinha começa a bater
Na vidraça de minha janela,
O vento assobia como se fosse
Por magia, anunciando
Os dias tristes
Que se aproximam
Este é sempre um sinal
De que o Inverno começou
Lembrando o passado
De anos próximos
Em que meus pais no início 
Da época das chuvas e do frio
Me aconchegavam, junto
Da janela olhando a chuva
E ouvindo o ruidoso vento

Que saudades eu tenho deles
E destes belos momentos
O bom Deus
Os chamou ainda cedo
Deixando-me só na velha casa
Onde todos os dias
À minha lareira, junto 
Da ombreira da porta os recordo
E ao ouvir o vento
Como neste Inverno
Me lembro da voz de minha mãe 
Gritando para não
Me aproximar da porta da rua
Porque o vento e a chuva
Daquela altura do ano
Me poderia trazer doenças
Próprias de Inverno

Pai, mãe, deixaram-me só 
Com a preciosa recordação 
Dos nossos Invernos 
Mas o velho vento
E a chuva miudinha
Que sempre bate
Na nossa vidraça,
Esses ficaram
Para outros Invernos
Como minhas lembranças futuras

publicado por Fernando Ramos às 21:50
editado por mariaivonevairinho em 29/08/2009 às 04:44

Março 30 2009

JARDINS CINZENTOS

 

Já rimos e sonhámos juntos

Enquanto a primavera entrava

Passeávamos p'los seus jardins

E tão juntos ficávamos

Saboreando a quentura do sol

Que confortava nosso amor

 

Eram tempos

E que tempos

Em que nossos sonhos

Nos levava além do futuro

 

Em nosso peito

Se abriam janelas

Onde observávamos

Para lá das montanhas

As avezinhas que voavam

Mais altas que as nuvens

 

Riamos de tanta alegria

Quando uma ave atrevida

Pousava no galho da árvore

Que expunha nossos corações

Como um sábio poema à união

E nós, o murmurávamos de cor

Que felizes éramos!

 

Hoje as janelas do nosso peito

Se encontram encerradas

As montanhas despareceram

E a separação incompreensível

Surgiu nos nossos jardins

Agora tão cinzentos como o céu

Dum Outono feio e frio

 

Fernando Ramos

 

 

 

publicado por Fernando Ramos às 19:25
editado por appoetas em 06/11/2010 às 06:54

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